Autoridades dos EUA apontam culpado dos ataques cibernéticos ao Irã – mídia

Israel está por trás do ataque cibernético nacional ao sistema de combustível do Irã, que paralisou os postos de gasolina do país no mês passado, de acordo com um relatório citando autoridades americanas.

Ele marcou uma escalada do conflito entre as duas nações.
A rede de distribuição de combustível do Irã foi paralisada em 26 de outubro depois que um ataque cibernético teve como alvo o sistema usado por motoristas para comprar gasolina com cartões emitidos pelo governo. Na época, o Irã acusou um “ator estatal” não especificado de tentar incitar a “raiva pública”.

Citando dois oficiais de defesa dos EUA falando sob condição de anonimato, o New York Times relatou que a intrusão foi atribuída a Israel após avaliações confidenciais da inteligência.

Após o ataque à rede de combustível, o Ministério do Petróleo do país temeu que hackers tivessem obtido acesso aos sistemas do governo. Isso potencialmente permitiu que eles roubassem dados que poderiam mostrar como o Irã consegue violar as sanções internacionais, de acordo com o NYT.

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Aparentemente em resposta ao ataque ao Irã, uma campanha de espionagem retaliatória foi lançada dias depois em uma instalação médica israelense e um site de namoro, que Tel Aviv afirma ter sido conduzido por agentes em Teerã.

As informações colhidas do ataque cibernético a Israel foram descritas pelo chefe da Associação da Internet do país, Yoram Hacohen, como “um dos ataques mais sérios à privacidade” que o país já viu. Dados roubados de cidadãos israelenses vazaram mais tarde no Telegram por um grupo que as autoridades de Tel Aviv afirmam estar trabalhando para o governo iraniano ou fazendo parte dele.

Os ataques marcam uma escalada do conflito entre as duas nações, pois se acredita ser o primeiro incidente que prejudica diretamente civis, ao invés de visar alvos militares ou governamentais.

Irã e Israel não admitiram publicamente a responsabilidade pelos ataques.

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